CAPÍTULO-04
MOISÉS

Houve uma época em que os israelitas eram escravos no Egito. O Faraó com medo de que eles se revoltassem, decidiu que todo bebê hebreu que nascesse, se fosse menino, deveria morrer.
Uma mãe hebréia deu à luz a um lindo menino, para salvá-lo, escondeu-o durante três meses. Não podendo mais escondê-lo, fez um cesto e colocando nele o bebê, soltou-o no rio Nilo. Miriã, a irmãzinha do bebê, olhava de longe o cesto descer o rio, para observar o que iria acontecer.
A princesa, filha do Faraó, acompanhada de suas criadas, foi tomar banho no rio e achou o cesto. Logo Miriã se aproximou e ofereceu-se para procurar uma mulher para amamentar e cuidar do bebê. A princesa aceitou. Então foi chamar sua mãe, que o alimentou e cuidou dele até ficar maiorzinho. A princesa então o recebeu e fez dele seu filho, chamando-o de Moisés.
Moisés se tornou um homem forte, porém sabendo que era hebreu, recusou ser um poderoso egípcio e foi para o deserto. Moisés passou muitos anos como pastor. Mas Deus tinha escolhido Moisés para salvar o seu povo.
Um dia Moisés avistou um arbusto que ardia em chamas mas não se consumia, ao se aproximar para ver melhor, Deus falou com ele:
_ Moisés, Eu o Senhor Deus o escolhi: dou a você autoridade e poder, diga ao Faraó que você é meu enviado e ordene que liberte o povo de Israel.
Então Moisés e seu irmão Arão foram ao Egito e se apresentaram diante do Faraó:
_ Venho em nome do Senhor Deus dizer que deves libertar o meu povo. Disse Moisés.
_ Não conheço seu Deus e não deixarei seu povo ir. Responde o Faraó.
Então Deus ordenou sobre o Egito 10 pragas:
A praga que transformou as águas em sangue;
A praga das rãs;
A praga dos piolhos;
A praga das moscas;
A praga da doença nos animais;
A praga das feridas nos animais e nos egípcios;
A praga da chuva de pedras;
A praga dos gafanhotos;
A praga da escuridão;
A morte dos primogênitos - a mais terrível das pragas: o anjo da Morte passou de casa em casa, aquela que não tinha os umbrais pintados com o sangue de um cordeiro (somente os israelitas sabiam desse sinal e por isso escaparam da praga) ele entrou e levou o filho mais velho de cada casa.
O Faraó vencido, deixou o povo de Israel ir embora. E assim os israelitas partiram do Egito, 600 mil homens, sem contar mulheres e crianças. Deus foi à frente deles para os guiar: durante o dia, numa coluna de nuvem, durante a noite numa coluna de fogo, para iluminar o caminho.
Quando o Faraó soube que os israelitas tinham ido, arrependeu-se de ter deixado, resolveu então persegui-los. Aprontou seu carro de guerra e juntamente com seus soldados foram em busca de Moisés e o povo de Israel. Encontrou-os acampados à margem do Mar Vermelho. Os israelitas viram Faraó vindo ao encontro deles e temeram. Moisés porém disse-lhes:
_ Não temam, fiquem calmos e vejam o grande livramento que Deus hoje nos dá!
E estendendo a vara que tinha na mão sobre o mar, as águas se dividiram em duas partes, formando como que um muro de água de cada lado e o povo pôde passar pelo meio do mar, em terra seca.
O Faraó tentou segui-los, porém, quando estavam no meio do mar, Moisés tornou a estender a vara e o mar se fechou, cobrindo completamente o Faraó, seus cavalos e soldados, morrendo todos.
Assim Deus salvou seu povo.
Peregrinaram durante 40 anos, Deus os alimentou, os protegeu, deu-lhes 10 mandamentos para seguirem e os dirigiu até encontrarem a terra prometida.
Enquanto andavam, Isaque perguntou:
_ Pai, o fogo e a lenha estamos levando, mas onde está o cordeiro para a oferta?
Abraão respondeu:
_ Deus proverá o cordeiro, meu filho.
E seguiram juntos. Chegando no lugar que Deus determinara, Abraão construiu um altar, pôs a lenha sobre ele. Amarrou seu filho e o colocou sobre a lenha do altar. Então pegou o facão para sacrificar seu filho. Mas no mesmo instante do céu gritou o anjo do Senhor:
_ Abraão, Abraão! Não faça mal ao jovem. Agora sei que amas a Deus, porque não se negou a dar o seu único filho.
Abraão olhou e viu atrás de si um cordeiro preso pelos chifres entre os arbustos. Ele apanhou o cordeiro e o ofereceu no lugar de seu filho.
Porque ele confiou no Senhor até o fim, Abraão é considerado o Pai da Fé.
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