19. MEMORIAL DO CONVENTO de José Saramago
- Modernismo de Portugal
D. João V casa-se com D. Maria da Áustria, que sente dificuldades em dar-lhe um filho. Um frade diz ao rei que se ele prometer construir um convento em Mafra, Deus lhe dará o desejado filho. Faz o rei a promessa e a rainha fica grávida, se é que já não estava e só contara ao seu confessor. Num auto-de-fé, várias pessoas vão se castigadas, entre elas, a narradora: Sebastiana Maria de Jesus, mãe de Blimunda. A filha, enquanto a mãe é castigada, trava conhecimento com um ex-soldado, maneta, de nome Baltasar Sete-Sóis, e o convida a ir para a sua casa na companhia do padre Bartolomeu Lourenço. Jantam. O padre sai. Ela convida Baltasar a ficar. O padre fez algumas experiências com balões e esté engendrando uma máquina para voar. Para construí-la pede ajuda a Baltasar. Um dia, quando a máquina fica pronta, saem os três para um vôo experimental. Caem perto de Mafra, terra de Baltasar. O padre desaparece na noite. Baltasar esconde a máquina e vai para casa de seus pais com Blimunda. Esta jamais o abandona. Baltasar trabalha na construção do convento. Por volta de 1730, quando está próxima a sagração da igreja do convento, Baltasar acidentalmente faz a máquina voar e desaparece. Blimunda, procura-o por todo o país, encontra-o finalmente em Lisboa, em 1739, sendo executado num auto-de-fé do Santo Ofício.
Para o narrador, a verdade não está com os poderosos nem com a Igreja, muito menos com o Santo Ofício, mas, se verdade há, só pode estar com alguns humildes, de coração puro e livre.